domingo, 30 de maio de 2010

SÃO SÓ UNS FURINHOS


Andava a Susana na Primária, no Colégio de S. Teotónio, nos seus oito anos de idade, quando com uma colega, Natália, irmã daquela visita do dia de Natal, resolveram ir furar as orelhas.
Não perguntaram se podiam e os paizitos estavam descansados a trabalhar, nos respectivos empregos.
Era suposto haver um segurança ou continuo no portão do colégio. Ao que penso saber contornaram a situação passando pelo Episcopado que é vizinho.
Foram ambas a pé para a Baixa, cerca de dois a três quilómetros. Dirigiram-se à Ourivesaria Catarino, onde trabalhava o Sr. Luís que a Susana sabia ser nosso amigo. Ele também a conhecia. Olhe eu sou filha do Sr. B. e queria que nos furasse as orelhas para pôr brincos. São só uns furinhos. E os pais sabem? Não, mas depois eu digo…
Efectuado o trabalho que suponho não foi pago, dado o conhecimento dos pais, regressaram, novamente a pé, ao colégio. Voltaram a fintar o porteiro e ninguém se apercebeu.
Claro que o Sr. Luís nos informou.
Mais tarde viemos a saber que ela gostava muito de umas arrecadas que a avó Irene, minha mãe, usava. Não sei onde foram parar, mas para ela não foram…
Obrigado por me aturarem.
O pai Bártolo

2 comentários:

manuela baptista disse...

pai Bártolo

obrigada pela história dos furinhos nas orelhas!

a Susana era uma menina espertalhona e o porteiro distraído!

no colégio onde andei quando era pequena, também havia um porteiro, mas era terrível e ninguém saía sem a assinatura da directora...nem para fazer uns furinhos...

e as arrecadas da avó Irene, quem sabe se resolveram ir ter com a Susana, sem ninguém ver?

um abraço

Manuela

Brancamar disse...

Gostei de ler as aventuras da Susana e acho que ela gostava muito da sua infância a avaliar pela fotografia que publicou de quando era menina.

Uma infância feliz, que concerteza determinou a jovem generosa e simples que era.

Obrigada Sr. Bartolo por este momento.

Beijinhos para si e para a esposa.
Branca