sexta-feira, 30 de julho de 2010

RESUMO (10)

Olá, cá estou de novo.

A pedido de várias familias,... vou continuar as publicações. Sei que estão de fim-de-semana e não vos queria incomodar, mas só lêm quando poderem, Está bem?

Hoje está-se muito melhor na praia. Imaginem que até me molhei até ao pescoço, coisa que não fazia há anos, sabem porquê...

Então, sem mais, aqui vai mais um bocado de RESUMO

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Entretanto fui pensar no assunto para a praia, com os meus pais. Pobres pais, cada vez mais preocupações. Apesar de nos terem “posto na rua” fiz o serviço de exames, que não era pago, já que éramos todos recibos verdes, pagos á hora, sem este serviço contratado.

Muni-me de imensa legislação e documentos que tenho com o meu nome, com ordens, enfim, o caso não estava perdido de todo. Exigiria dinheiro que eu não tinha, força que me faltava. Consultei um advogado, em conjunto com algumas outras colegas. Quem tinha os documentos todos era eu, com a mania de ser picuinhas e de guardar tudo. Documentos que provavam que eu não era trabalhadora independente, mas sim que recebia ordens de superiores, cumpria um horário e calendário que me eram comunicados, enfim. Houve uma fuga de informação qualquer e sofri represálias. Quem levou o recadinho continua a trabalhar lá.

Lá fiz as contas de novo. Com 6 horas perto de casa, subtraindo a Segurança Social a pagar mensalmente durante nove meses, poderia fazer uma vida faustosa com 272 euros por mês. Estava feito e aceite. Comecei a enviar currículos para todo o lado. No final dessa semana ligaram-me a dizer que a senhora coordenadora pedagógica M.A.P. tinha mandado pedir os resultados dos exames que eu graciosamente tinha acedido realizar aos ex-alunos. Repare-se no requinte. Não ligou para não me dar confiança de falar comigo pessoalmente, mandou uma subalterna fazê-lo, tentando reduzir-me a um lugar ainda mais baixo na hierarquia. Ai, desculpem, com recibos verdes não há hierarquia, esqueci-me! Esqueceu-se porém, de que estas provas não estavam contratualizadas, oops! “Graciosamente” quer mesmo dizer isso, fi-lo de borla. Foi a 1ª vez que tal aconteceu. Contei os dias úteis, consultei novamente o regulamento e enviei-os via mail, no limite do tempo, com conhecimento á senhora directora A.P.P. referindo o telefonema. Que chata eu. Ora esta.

Arrancou o ano lectivo, mas os professores que deviam ter sido enviados por um determinado ministério não apareceram. Ah, e esqueci-me de fazer os livros de ponto também. Alguém fez noitada para que eles aparecessem. Apareceram sim, mas só para a 1ª semana.

Aquele problema que eu tivera quando fui operada (o de repor em devido tempo as faltas) parecia não importar agora.

A festa continuou de tal modo que fui contactada às seis da tarde de um sábado para assumir mais umas turmas na segunda-feira seguinte, dia 1 de Outubro.

Mas, no dia 2, tinha já marcado um exame de revisão, uma PET. Lá faltei eu de novo. Este exame é semelhante a uma TAC, mas o produto do contraste injectado agarra-se às células malignas, permitindo saber onde elas andam no organismo todo. Cada vez se faz menos, pelo seu preço, especialmente desde que os hospitais passaram a EPEs.

O trabalho lá foi andando, num ambiente nunca antes visto, onde só me apetecia esconder, calar e passar despercebida. E assim foi. Entrava, dava as aulas, saía. Nada de visitas ao bar, levava qualquer coisa de casa, nada de almocinhos com ninguém. A minha escola morrera mesmo.

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Nota cá do velho: mais uma vez cá o rapaz chamou à atenção: se queres ir para Tribunal, não vás por aí, eu arranjo um advogado meu amigo, dos melhores da Praça. Parecia que estava a adivinhar… O escolhido era amigo de uma colega que ainda hoje lá estará. Não quero dizer que o senhor fosse incompetente, nada disso, mas conhecido, do conhecido, do conhecido…nâ…

Mas a facada veio de outro lado: de uma menina de que eu, até certa altura, desconfiei dada a sua origem (não étnica ou de cor)... Houve, contudo, uma altura em que a mesma fez de conta que queria comprar um apartamento perto do nosso. Vejam lá que o parvo, nas suas caminhadas, ainda andou a ver apartamentos… para ela.

A tal menina, que ainda lá continua, chegava lá a casa, esparralhava-se no MEU sofá (no meu sitio) e ali ficava até às tantas… Cá o rapaz… ia para o escritório jogar às cartas...

Pois essa “amiga” foi a primeira a espetar a faca… e levar a informação, mas continua lá. Não sei se já tem cartão…

Com amigas destas …

E claro o Sr. Advogado declinou o patrocínio, como era de esperar…

Por hoje é só

O pai Bártolo

6 comentários:

Gigi disse...

Não consegui resistir ao seu convite e tomei a liberdade de ler alguns post, principalmente estes últimos que colocou aki.

Fiquei muito impressionada.

Queria apenas dar-lhe um grande abraço e dizer que lamento muito a sua perda.

Cump/.

Vou passar a seguir este blog.

Xanfrada disse...

Olá Gigi
Já passei pelo seu sitio.
Obrigado por estar atenta. Por que é altura de férias vou, talvez, demorar um pouco nos resto das publicações que a Susana queria fazer. Neste periodo há que pensar em outras coisas menos pesadas...
Mas volto.
Muito obrigado por tudo e espero que possa ter ajudado a já nossa amiga Carla.
Beijinhos
O pai Bártolo

O Baú do Xekim disse...

Olá amiga.

Feliz quarta pra ti e toda a família.

Beijinhos.

Anónimo disse...

Olá amigo Vieira
Obrigado pelo seu miminho. Mas ao lê-lo fico com a sensação de que ainda não está a par do que se passou. A Susana deixou-nos em Março passado. Eu, seu pai, continuo o seu blogue e estou a publicar alguns dos escritos dela, como é o caso deste RESUMO, como era seu desejo fazer.
Pode e deve continuar a seguí-lo, claro se quiser, pois é para todos vós que a acompanharam que stou a fazê-lo.
Muito obrigado
O pai Bártolo

O Baú do Xekim disse...

Bom dia.

Sei o que aconteceu, infelizmente.
Pensei que que fosse uma senhora a continuar o blog e "pai Bártolo", fosse uma homenagem ao seu pai, embora vivo.

Um abraço.

BRANCAMAR disse...

Pai Bártolo,

Cá continuo na leitura, já recuperei os resumos todos hoje e acho muito bem que desabafe estas injustiças, que a Susana tanto gostava de denunciar e com toda a razão. Se não formos falando nunca se porá termo a esta progressiva corrupção e compadrios.

Um abraço grande, desta sempra amiga
Branca