quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O peso dos números



Tive hoje luz verde, sem sacos de coisa nenhuma (desta vez), para fazer 2º tratamento de Gemcitabina amanhã. É um tratamento pequeno, de cerca de 3 horas. Para dizer a verdade, até esqueci como foi o outro, acho que até nem senti nenhum efeito adverso. Eram tão difíceis os outros que eu fazia em internamento!


As plaquetas estão bem. O meu médico espera (e até parece que reza) que elas se aguentem assim depois da sova de amanhã. No dia 9, se os números estiverem bem de novo (não sei, não sei) farei o 2º de doxetacel, o tal das luvas de gelo. Por falar em números, lá desci de 80 para 77...kg. Para quem era catraia de 55kg, estou o máximo, a sério que estou.


Ontem á tarde fui a um centro comercial e continua a fazer-me impressão a velocidade a que as pessoas caminham. Tenho medo que choquem comigo. Acabo por não ver montras, mas também deixei de gostar de fazer isso desde que perdi o trabalho para fazer o tratamento. Os meus pais parecem dois seguranças, o que acaba por complicar sem que se apercebam:é que ocupam quase todo o corredor e as pessoas passam pelo meio, e sinto-me observada demais por isso.


Caminho devagar em terreno plano, atino com escadas rolantes, mas não com rampas a subir. Faz doer cá atrás na região lombar.


Já estive pior. Já passei a "correr" pela cadeira de rodas para experimentar. Vou arranjando truques para chegar a sítios onde não devo tentar chegar, sob pena de estragar o que se arranjou até agora. Sou impaciente. Tenho tão mau feitio que lá pedi ao meu médico para retirar o diazepan 0,5.


Que diferença: passo o dia a refilar contra as irregularidades do mundo, sem resolver nada.


Disse á minha mãe que ia voltar a tomá-lo, que o mundo era mais bonito. Mas ela não quer, diz que eu era um boneco desligado sentado no sofá ou sem falar ali num canto.




Sabeis que mais? Desconfio que minha mãe está a ficar surda.




E já agora, por falar em carinhos, tenho de deixar um grande abraço ao Jorge, cuja pausa entendo e cujas histórias espero; á Tia Branca que anda muito a saltitar a saltitar sem deixar rasto; á Filomena, porque amanhã já falta menos um dia para o Natal ;-) ; á querida Sideny obrigada pela borboleta; a todos quantos passam como eu fiz e faço em muitos blogues.


O Paulo tem a paga que merece no blogue dele, hi hi.





E como sempre...




Abraços e beijos a gosto






*****

7 comentários:

. Intemporal . Paulo . disse...

. venho ,,, ofegante ,,, de boca aberta da corrida até aqui .

. Susana . usana . sana . ana . na . a .

"

T A L V E Z
eu viva a despedida dos dias
sem penar o que não devo
nem devemos
pois mal não causámos
nem quisemos

neste rodar de notas harmónicas
que das cordas puxadas e marteladas soam
qual alma dorida em noites sem luar prometido
em roda, em roda de um coração partido

"

. em roda de cabeça à roda perante o teu sílabar .

. na supremacia de dizeres assim ,,, palavras que trago ao peito para dentro de nós .

. Susana . usana . sana . ana . na . a .

. .o.b.r.i.g.a.d.o. .

. mesmo .

. de peito em arco ,,, aberto .

. mais perto é o deserto no incerto tempo certo .

. em que esperamos por TI .

. saio . rendido .

. na curvatura de um ciclo .

. um beijo abraçado .

disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
f@ disse...

Olá Susana,
Adorei ler-te e ao Paulo tb…
O relvado tão verde aromatizado com óleos de emoção… que caio re volto-me na relva…
Onde o sol chega todos os dias para vos dar o raio maior e tb o mais bonito…

!nfinito beijinho

Brancamar disse...

Querida Susana,

Estava eu ali ao lado, especada a ler o poema que deixaste no Paulo, como aliás to disse, porque não resisti a dizer logo, já nem vi mais nada e mal sabia que aqui havia post novo e mais especada fiquei agora com este vosso belo diálogo.
E a Fá também anda muito poética, belas, belíssimas palavras Fá!
Eu ando saltitona pois ando, mas vai lá atràs, por aqui tenho falado sempre, ontem talvez não, já sabes porquê, não sou só eu que sou saltitona, os objectos também, hihi, mas por acaso a memória do "tijolo" tinha os melhores e Tu foste um deles, por isso hoje ficaste sem flores, mas com notícias boazinhas e beijocas.
Adoro "ver-te" (porque se "vê" ao dizeres) a andar assim parece-me que anumadita, "por entre as nuvens" nesses passeios onde se notam muitos progressos.
Esperamos mais, para amanhã e para depois, sempre...
Mil beijos e um abraço coração com coração.
Tia Branca

sideny disse...

Bom Dia Susana.

Estive a ler o poema no Paulo.

As melhoras vao surgindo é muito bom.

Uns passeios mesmo devagar é otimo
para arejar:)

beijinhos e tudo de bom

Eu sou refilona, e nâo gosto de centros comerciais, falta-me o ar:))

. Intemporal . Paulo . disse...

. Susana .

. chamo.TE ao Intemporal .

. um beijo de amplas melhoras .

. um bom fim de semana .

. sempre e para sempre ,,,

. paulo .

jorge henriques disse...

Olá boa note
Espero nâo estar a perturbar o sono ,eu entrei sem fazer barulho( pé ante pé) até trazia a almotolia para o caso das portas chiarem.
Mas nâo foi necessário..
Fiquei contente com as noticias e com uma pequenininha invejazita ,menos uns quilitos eu tambem quero.
O raio da balança deve estar avariada pois só regista aumento de peso ,diminuir nada .
Vim rápido para sentir o abraço e deixo umas beijocas e o desejo que as reparaçôes da próxima semana sejam eficazes e vâo e vâo tenho a certeza !!!!
ABRAÇO APERTADO
jorge